Parece que foi ontem que escrevi
aquele post sobre o fim da depressão de férias e o início não tão esperançoso assim do segundo semestre! Passou voando que eu nem vi, mas quando paro para pensar, muita coisa mudou, principalmente no que diz respeito ao meu ânimo. Acho que não houve um semestre em que eu tenha entrado mais desanimada do que este. Mas não sei se por questões sentimentais, pelo curso estar terminando, por tudo o que vivi neste ano de 2013 ou o quê, mas está sendo um de meus semestres favoritos. Apesar da maioria das matérias inicialmente não me despertar interesse (focadas em produção de leite, ovos, carne, etc), os professores são muito bacanas e estou aproveitando bem as aulas práticas de cirurgia e obstetrícia. Até os grandes animais (bovinos, equinos) tem me despertado uma simpatia maior. Talvez seja para compensar a depressão punk que bateu nas férias, mas estou vivendo cada dia como uma nova oportunidade, traçando (e cumprindo!) metas e tentando, de uma vez por todas, resolver coisas que tanto me incomodam. Chega de deixar o sentimento de impotência dominar, sabe? E sim, continuo piegas como sempre.
Enfim, vamos ao pequeno resumo.
O QUE ACHO QUE ESTOU FAZENDO ULTIMAMENTE?
1. Ouvindo
Aconteceu uma coisa muito engraçada nesse mês. Fui à uma festa na república de uns amigos e um amigo pegou meu pendrive emprestado para transferir as músicas do computador dele para o som (antes que alguém pergunte por que eu levo pendrive para festas: eu fui com a minha bolsa do dia-a-dia e ele estava lá dentro). Só que ele deixou as músicas dele lá e agora eu tenho um monte de música boa para curar meu tédio musical por um boom tempo! Sim, tive a sorte de nossos gostos musicais serem compatíveis. Ele tinha todas as bandas que eu enrolava para baixar as músicas faz tempo (Artic Monkeys, Guns n' Roses, The Smiths, Avenged Sevenfold, etc). Então saí um pouco da minha fase "música indie" para uma mais rock.
2. Lendo
Razão e Sensibilidade - Jane Austen
Estou há tempos querendo ler algo da Jane Austen, mas nunca encontrava Orgulho & Preconceito que era o que eu queria. Acabei comprando Razão e Sensibilidade, mas enrolei muito para começar a ler. Confesso que no começo cogitei largar (e olha que eu nunca larguei um romance) porque esse tipo de livro sai bastante da minha zona de conforto literária. Não tenho muita paciência para as divagações amorosas das personagens e para todo aquele clima de ~moral e bons costumes~ da época. Só que fiz um esforço e agora "entrei no clima", apesar de ainda não esperar muita coisa do enredo. E acho que as personagens masculinas são todas meio que iguais.
Introdução à Psicologia - Linda L. Davidoff
Mais detalhes em "Estudando".
3. Assistindo

Continuo assistindo Watamote e meu amor por este anime só cresce, apesar de algumas vezes parecer que se tornou algum tipo de hentai bizarro (não, não tem *utaria, mas faz menção à muita coisa "esquisita", que no mangá não parecia tão evidente). No começo gostava porque achava que me identificava com a protagonista (como a maioria das pessoas que assistem), mas agora descobri que não, que o "problema" da Tomoko é algum tipo de fobia social muito maior e realmente existem pessoas iguais a ela. A proposta era que fosse uma comédia, mas na verdade é um anime triste e perturbador, e é isso que acho genial. Algumas pessoas criticam dizendo que é o cúmulo do sadismo assistir algo que faz piada com uma personagem que sofre de um transtorno psiquiátrico sério, mas eu não vejo por esse lado. Acho que o anime faz com que pessoas que passam por situações parecidas (mesmo que em graus mais leves) tenham a oportunidade de assistir "de fora" a si mesmas. Por várias vezes me revoltei com atitudes da Tomoko (outro diferencial é que o anime é todo "pelo ponto de vista dela", sem muita influência de outras personagens) para logo depois me dar conta de que era exatamente o que eu mesma vinha fazendo. Seja por ela ter se submetido a tanto sofrimento por causa de conspirações que só existiam em sua própria cabeça ou por ficar tão preocupada com a visão deturpada que tem de si mesma a ponto de não perceber que não está tão sozinha quanto imagina. É um anime que incomoda e que deixa desconfortável. Em nenhum momento a personagem parece despertar para um grande aprendizado, como na maioria dos animes. Mas a mensagem está lá, mesmo que a própria protagonista (e principalmente ela) não enxergue.
Não assisti nenhum filme, a despeito de ter baixado vários da minha lista. Vou começar a ver Falling Skies porque a Debbie me indicou, alguém conhece (Andy?)?
4. Instagram
Resolvi fazer caminhada na represa aos domingos.
Postes legais da represa e diagramação bonita do livro.
Morangos na quermesse com minhas primas / 100 dias da nossa vet / maquete Cervo do Pantanal e a Produção de Energia pro Bionativa
Furikake da Hekolitty / Comidas japonesas / Minha estante com os livros de jabuk organizados por cores (um dia farei isso com todos os meus livros que estão lá em Rio Preto)
5. Estudando
Antes de mais nada só queria dizer que um professor desse semestre tem um formato de avaliação genial! Na verdade é simples, ele faz provas de 3 em 3 aulas e sempre deixa textos base para as aulas no xerox. E descobri que isso facilita muito a minha vida! Queria instituir esse esquema para mim mesma para as outras matérias, mas meio que já perdi as contas (ok, nunca é tarde para começar). Só gostaria de lembrar de fazer isso caso um dia me torne professora.
No mais, finalmente instituí um programa de revisões que venho ensaiando desde o início do curso. Durante esse semestre pretendo revisar as matérias que acredito serem mais significativas para a minha atuação: Clínica de Pequenos, Patologia Clínica, Farmacologia, Anestesiologia e Cirurgia. Também comecei a estudar Psicologia "autodidatamente" e vou incluir artigos de psicologia comparada no programa.
6. Saúde/Auto-Estima
eu sei que você acha esse tópico deprimente, Andy
Outra coisa que eu finalmente consegui instituir foi uma rotina de cuidados com cabelo e pele! Isso inclui cuidados básicos que sempre negligenciei por achar futilidade, como usar protetor solar, hidratante para pele, condicionador, etc. Pretendo fazer um post mais detalhado sobre isso.
Comecei aula de dança! Sim, agora estou fazendo ballet adulto, o que é ótimo porque é bem "informal". Digo, tem muitas meninas da minha idade (e principalmente mais velhas) fazendo, com pouca ou nenhuma experiência. Achei que não ia me adaptar tão bem (fiz jazz quando criança por 7 anos e sempre odiei), mas estou amando!
Ah, estou praticamente boa nos patins! Eu e o Creito vamos patinar pelo menos 2 vezes por semana.
Mais uma vez aquela história de uma coisa puxar a outra. Eu estava me sentindo muito deprimida por vários motivos e o que mais me incomodava era a sensação de que tudo tinha fugido do meu controle, de que eu mesma não podia me ajudar. (É, passar anos tentando se adequar a um meio com o qual você não se identifica nem um pouco pode destruir sua autoestima, fica a dica.) No começo eu estava triste, desesperançosa, achando que todas as decisões que eu tomasse daqui em diante e para sempre seriam erradas. Então simplesmente deixei de ficar triste para ficar com muita raiva. Percebi (decidi?) que eu era a única que me obrigava a aceitar tudo do jeito que estava. Decidi que ia me colocar em movimento, que ia quebrar muito a cara, mas que pelo menos ia fazer alguma coisa. Por mim. Estava sendo injusta comigo e com os outros ao ficar cobrando que percebessem como eu estava mal, uma vez que eu mesma já tinha desistido de me ajudar. Então comecei aos pouquinhos, fazendo as coisas normais da rotina que, por algum motivo, me irritava ao ver outros fazendo. Me oferecia para as aulas práticas de grandes animais ao invés de odiar cada um que parecia se divertir tanto com aquelas vacas. Aprendi a montar uma mesa cirúrgica e me ofereci como auxiliar do professor na cirurgia ao invés de ficar num canto morrendo de medo de que ele me perguntasse o nome de alguma pinça. Saí para jogar vôlei com meus colegas de estágio ao invés de ficar remoendo o quanto ninguém parecia se culpar tanto por cada milésimo de tempo perdido quanto eu. E quer saber? Até meus orientadores estavam lá jogando vôlei. Enfim, não quero dar lição de moral, estou apenas tentando. Finalmente.
7. Planos para Setembro
1) Continuar com a minha IC, obter o máximo de resultados possíveis.
2) Continuar na aula de dança!
3) Continuar com rotinas de cuidados que já deu certo em agosto e
instituir cuidados com a alimentação (começar uma atividade física que
eu realmente gosto me motivou muito nesse aspecto). Pretendo consultar
uma nutricionista (não quero nem emagrecer, só quero aprender de vez a
comer direito).
4) Começar estágio em clínica de pequenos no HV. Descobri que dá para fazer mesmo com pouco tempo por semana.
5) Colocar em prática plano de revisões.
6) Planejar estágio curricular (finalmente tenho algo em mente, o que tem me deixado muito animada!)
Enfim, eu sei que eu quero muita coisa (como sempre) e que a probabilidade de eu quebrar a cara é proporcional à quantidade de coisas que eu quero. Mas dessa vez é diferente, estou tentando ter foco. Quero apenas me ajudar, quero o que acho de verdade que vai ser útil para mim agora. Não fiz nem quero fazer nenhuma grande revolução na minha vida (por enquanto), todas as minhas novas escolhas tem o intuito de "acrescentar". A verdade é que eu só quero fazer diferente do que eu venho fazendo há algum tempo. Cansei de autopiedade, só isso.
Tchau!