Mostrando postagens com marcador li em 2013. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador li em 2013. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tag: Book Survey


Resolvi fazer esta tag por motivos de: o resumo de Setembro ia ficar muito perto do resumo de Agosto se não tivesse mais um post no meio ): 

1. Livro de infância preferido?
A fada que tinha ideias ~ Fernanda Lopes de Almeida.

2. O que você está lendo agora?
Razão e Sensibilidade ~ Jane Austen.

3. Que livros você quer emprestar na biblioteca?
As continuações de Guerra dos Tronos porque são muitas e eu não gostei tanto assim para comprar, mas quero terminar de ler.

4. Hábito de leitura ruim?
Ler muito rápido quando o livro me envolve muito.

5. Qual foi o último livro que pegou na biblioteca?
Algum de Semiologia, provavelmente.

6. Você tem um e-reader?
Não. Mas às vezes leio ebooks por um aplicativo de celular.

7. Você prefere ler um livro por vez ou vários de uma vez?
Um livro por vez, mas ultimamente tenho lido um de ficção e um teórico ao mesmo tempo.

8. Seus hábitos literários mudaram desde que criou o seu blog?
Não. A única mudança é que tentei fazer resenhas uma época, mas desisti porque quando tinha tempo de resenhar um livro, já tinha lido outros e a história não estava mais fresca.

9. Qual foi o livro que você menos gostou de ler esse ano?
Angústia e Sociedade na Obra de Sigmund Freud. Não por não ser interessante, mas porque tem uma linguagem muito técnica. Quando não for mais leiga em psicologia, pretendo reler.

10. Livro preferido que leu este ano?
1Q84 ~ Haruki Murakami.

11. Com que frequência você lê fora da sua zona de conforto?
Com muita frequência, pois gosto de ler sobre o que não conheço ou pouco conheço.

12. Qual é sua zona de conforto literária?
Acho que ficção científica.

13. Você consegue ler em ônibus?
Sim, mas não gosto quando viajo à noite e precisa acender a luzinha porque incomoda as pessoas.

14. Lugar preferido para ler?
No sofá (quando posso ficar com a televisão desligada) ou na cama.

15. Qual é a sua política de emprestar livros?
Empresto sempre que posso. Nunca tive problemas com livros desaparecidos ou estragados, mas sempre esqueço com quem estão meus livros.

16. Você faz orelhas nos livros?
Não, tenho um marca página lindinho.

17. Você já escreveu nas margens dos livros?
Só de didáticos.

18. Nem mesmo em livros didáticos?
Sim, de didáticos. E só quando é apostila, em livros acadêmicos nunca.

19. Em que língua você prefere ler?
Português.

20. O que faz você amar um livro?
Quando posso me inspirar na história ou em alguma personagem para mudar coisas na minha vida para melhor. Geralmente quando me identifico.

21. O que te inspira a recomendar um livro a alguém?
Quando o livro me intriga muito e eu quero discuti-lo com alguém ou quando acho que a pessoa pode se beneficiar da história.

22. Gênero/tema preferido?
Ficção científica, distopias, fantasia.

23. Gênero que você raramente lê?
Romance (tipo Nicholas Sparks).

24. Biografia preferida?
Nunca li nenhuma biografia.

25. Você já leu livros de auto-ajuda?
Sim e ainda leio às vezes.

26. Livro preferido de culinária?
Nunca li nenhum livro de culinária, mas uma vez tive vontade de comprar um sobre cupcakes.

27. Livro mais inspirador que leu esse ano (ficção ou não-ficção)?
Divergente, talvez.

28. Petisco preferido enquanto está lendo?
Não consigo comer ou beber nada lendo porque me desconcentra.

29. Diga um caso em que a fama do livro destruiu a sua experiência.
Guerra dos Tronos, porque eu já sei tudo o que vai acontecer só de ouvir as pessoas comentando. Mas nem gostei tanto assim, li o primeiro e nem estou muito animada pra ler as continuações.

30. Com que frequência você concorda com críticas dos livros?
Pouca, geralmente gosto (ou desgosto) de livros por algum motivo particular que não faz diferença para as outras pessoas. E os pontos que fizeram alguém gostar ou odiar um livro geralmente são irrelevantes pra mim.

31. O que você acha sobre dar feedback negativo sobre um livro ou fazer uma review negativa?
Justo.

32. Se você pudesse ler em outra língua, qual seria?
Japonês porque deve ser o máximo poder aproveitar toda a sonoridade/ritmo/forma da bagaça.

33. Qual o livro mais intimidante que você tem?
Puros ~ Julianna Baggott.

34. Livro mais intimidante que você está nervoso para começar?
Não sei se pode ser chamado de intimidante, mas A Culpa é das Estrelas.

35. Poeta preferido?
Nenhum.

36. Qual foi a maior quantidade de livros que você pegou da biblioteca de uma só vez?
3.

37. Quantas vezes você devolveu livros que não leu à biblioteca?
Várias, principalmente no começo da graduação. Mas só livros acadêmicos.

38. Personagens preferidos da literatura?
Florence (A menina que não sabia ler), Pressia (Puros), Aya Fuse (Extras), Shay (Feios), Alicia (A Passagem), Rob J. (O Físico e Xamã), Aomame (1Q84), Hermione Granger, Severo Snape e Gilderoy Lockhart (O Hobbit).

39. Vilão preferido:
Shay (Perfeitos).

40. Livros que você leva em viagens:
O maior que eu tiver.

41. O maior tempo que você ficou sem ler livros:
Não sei, raramente passo mais de um mês sem ler livros.

42. Um livro que você não terminou de ler:
"Wesley, A Coruja". E olha que já comecei a ler umas 3 vezes.

43. O que te distrai quando você está lendo?
Gente falando comigo.

44. Adaptação preferida para filme?
Harry Potter e as Relíquias da Morte II.

45. Maior decepção com adaptação para filme?
O Diário da Princesa.

46. Maior quantidade de dinheiro que já gastou numa livraria?
Já gastei bastante em livraria, principalmente porque minha mãe geralmente compra comigo. 

47. Quantas vezes você folheia um livro antes de ler?
1, pra ver em que pessoa é a narrativa (odeio quando é em primeira) e diagramação.

48. O que te faz parar de ler um livro na metade?
Eu raramente paro, costumo ler até o fim mesmo se estiver odiando. Já parei um livro por não entender (por causa de linguagem técnica muito complicada) e outro por ser baseado em fatos reais da vida de uma coruja (pretendo dar uma quarta chance a esse algum dia).


49. Você gosta de manter seus livros organizados?
Sim, queria ter um cômodo só para organiza-los em prateleiras e por ordem de cor.

50. Você prefere guardar os livros ou dá-los para alguém assim que terminou de ler?
Guardar.

51. Tem algum livro que você está evitando ler?
A culpa é das estrelas.

52. Um livro que te fez ficar com muita raiva.
Crônicas de Gelo e Fogo.

53. Um livro que você não esperava gostar, mas gostou?
Razão e Sensibilidade.

54. Um livro que você esperava gostar e não gostou?
Crônicas de Gelo e Fogo.

55. Literatura prazerosa preferida, sem culpa?
Acho que a pergunta quis dizer "guilty pleasure". Se for, literatura infanto-juvenil/infantil.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Li em 2013 #2


O segundo livro que li este ano, na verdade, foi uma releitura. A primeira vez que eu li "A menina que não sabia ler" foi no começo de 2012 e, desde então, é meu livro preferido! Não gosto muito de reler ou rever coisas, mas este é uma exceção. Estou inclusive planejando relê-lo de novo!

*OBS: Não se enganem pelo título, a história pouco tem a ver com "A menina que roubava livros"! O título original é "Florence and Giles".

Também não gosto muito de livros com narrativa em primeira pessoa, mas este é, novamente, uma exceção. A história é contada por Florence, uma órfã extremamente inteligente e imaginativa para os seus 12 anos. Em vez de limitar a visão do leitor, a narrativa nos coloca dentro da mente da Florence e nos faz enxergar através de seus olhos, que é a verdadeira sacada do livro. Isso faz com que a gente se pegue tentando separar, em alguns momentos, o que realmente aconteceu do que só aconteceu na cabeça da garota. E a linguagem utilizada não é de forma alguma infantilizada, muito pelo contrário! Como a Florence é uma assídua leitora (sendo seus escritores preferidos Shakespeare e Poe), ela possui um vocabulário rebuscado o suficiente para nos transmitir sua história com precisão, como ela mesma diz no início do livro. Mais do que suficiente, eu diria, pois me encantei demais com a escrita do John Harding! Eu costumava ler os capítulos duas vezes, uma prestando atenção exclusivamente na história e outra só para admirar a maneira como ele usava as figuras de linguagem e outros recursos de escritor divo, haha. Aliás, o próprio livro foi inspirado nas obras de Edgar Allan Poe, o que torna tudo ainda mais sensacional. 

Agora, vamos à história! 
(desculpem, não concordo em separar história de estória, caso alguém se incomode com isso). 

Florence e seu irmão mais novo, Giles, perderam seus pais em um acidente de barco. Desde então, moram em Blithe House, sob a tutela de um tio que nunca viram pessoalmente. Assim como a propriedade, a criação dos órfãos é neglicenciada, ficando a cargo dos empregados da casa e, por conta da mentalidade machista do tio, somente Giles recebe educação escolar. A despeito disto, Florence, em uma de suas muitas andanças pela propriedade, acaba por descobrir uma biblioteca abandonada. Graças à sua inteligência excepcional e a algumas letras que "rouba" de John, o empregado, aprende a ler sozinha. A partir de então, a biblioteca se torna seu verdadeiro lar e também seu maior segredo, uma vez que ninguém pode desconfiar que Florence aprendeu a ler, desobedecendo às ordens de seu tutor.  
Porém, maior que o medo da garota de ser "desbibliotecada", como ela mesma diz, é perder seu irmãozinho, Giles. E a chegada de uma nova preceptora (uma espécie de professora que educa as crianças em casa) ameaça tornar todos os seus medos realidade. Principalmente porque alguns fenômenos sobrenaturais parecem acompanhar a misteriosa mulher. 

Até então parece um enredo simples, mas eu posso garantir: não é. Justamente por causa da mente fantástica de Florence que é, ao mesmo tempo, surpreendentemente racional e talvez exageradamente criativa, somos mergulhados nos planos e estratagemas mais complexos que se possa imaginar. 

Bom, não vou falar muito mais porque o livro funciona como uma cadeia, ao meu ver, uma coisa leva à outra. E o legal é ir descobrindo as coisas junto com a Florence, tentar acompanhar sua linha de raciocínio um tanto excêntrica e ver os seus planos engenhosos em ação. E, claro, ficar de boca aberta por uns 10 minutos com o desfecho da história.

Para terminar, vou fazer uma lista das 
4 coisas que me fazem amar tanto esse livro:

1) Florence. A princípio, pode-se pensar que ela é apenas uma garota solitária e entediada que passa tempo demais sonhando acordada pelo casarão abandonado. Ou pelo menos é assim que os empregados de Blithe House a enxergam. Mas, na verdade, Florence é excepcional. Ela consegue ser, ao mesmo tempo, genial e um tanto maluca. No decorrer do livro, você pode chegar à conclusão de que Florence é uma personagem assustadora, mas ela não é má. Talvez só seja racional demais (beirando a psicopatia, eu diria). Ou imaginativa demais e realmente muito maluca, segundo algumas interpretações. 

2) Foi inspirado nas obras de Edgar Allan Poe. O livro tem toda essa pegada meio gótica, com toques de sobrenatural e suspense. O tom macabro contrasta bem com a leveza do livro, o que achei genial. 

3) Você tira suas próprias conclusões. Nem todas as respostas são dadas. Pelo menos não mastigadinhas e explícitas. Vi muita gente dizendo que se decepcionou com o livro porque achou "sem pé nem cabeça" a inclusão de fatos sobrenaturais sem uma explicação lógica no final. Acho que, talvez, essas pessoas não tenham entendido muito bem que, no caso de "A menina que não sabia ler", cabe ao leitor desvendar o mistério, levando em consideração a missão de separar o que é real do que é imaginação da narradora. É mesmo um livro de muitas interpretações. 

4) O final. Não vou falar mais absolutamente nada a respeito dele, a não ser que foi o desfecho mais surpreendente que eu já li na minha vida! Reli algumas vezes para ter certeza de que não tinha entendido errado, haha. Vale muito a pena!

Enfim, essa foi a minha "resenha" do meu livro favorito. Não acho que é o melhor livro que já li, mas tem algo nele que me encanta e faz com que eu tenha vontade de ler e reler muitas vezes! Gostaria muito de saber a opinião de quem já leu ou ficou com vontade de ler! Tchau, tchau!

sábado, 12 de janeiro de 2013

Li em 2013 #1


Extras - Scott Westerfeld

Extras foi o primeiro livro que li em 2013 e não vejo livro melhor para estrear a tag! Extras é o quarto e último volume da série "Feios" do autor Scott Westerfeld. Os volumes anteriores são Feios, Perfeitos e Especiais. Esta é a capa brasileira, mas gosto mais dessa versão de capa, que tem mais a ver com a história: 


 Calma, vocês já vão entender. 

 "Feios" é minha série de livros preferida. Ok, ainda fico em dúvida entre Feios e Harry Potter, mas são coisas tão completamente diferentes, então nem vejo como comparar. Para evitar qualquer confusão, corrijo: "Feios" é minha série de livros de ficção científica preferida! Depois de livros "sobrenaturais" para teenagers, a moda agora são as distopias, não é? Corrijam-me se eu estiver desatualizada. Acontece que o divo do Scott Westerfeld foi um dos pioneiros a escrever sobre o assunto, já que o primeiro volume, Feios, foi lançado em 2005. 

*OBS: distopias seriam sociedades imaginárias controladas por um poder opressivo, geralmente retratando a sociedade atual sob condições extremas no futuro. O oposto de utopia, que seria uma sociedade perfeita, porém inalcançável. Exemplo de livros que retratam distopias: Jogos Vorazes, Divergente, A Seleção.

 Bom, a série Feios retrata uma sociedade futurista onde a ditadura da beleza impera. Mas é uma sociedade que, aparentemente, atingiu a perfeição. Não há mais guerras, destruição da natureza, miséria, nem nada disso. Nem o dinheiro existe mais e a medicina está mais avançada do que nunca. Quando os adolescentes fazem 16 anos, passam por uma cirurgia que os tornam perfeitos fisicamente e podem morar em uma cidade chamada Nova Perfeição. Lá, não precisam se preocupar com mais nada, a não ser com a roupa (que, por acaso, sai de um buraco na parede) que vão usar na festa da noite. Tudo parece lindo, não é? Um mundo onde todo mundo é lindo e despreocupado. É tudo com o que Tally Youngblood, a protagonista, sonha. Mas, espera aí, Bia, você não disse que era uma distopia? Está mais parecendo uma utopia! Calma lá, pessoal! Acontece que Tally é uma Feia (como são chamadas as pessoas que ainda não passaram pela cirurgia para se tornar Perfeitas) um tanto rebelde. Ela não vê a hora de fazer 16 anos para poder se tornar Perfeita e se mudar para Nova Perfeição (a vida no dormitório dos Feios é um tanto entediante), mas não espera sentada como os outros. Ela sempre dá um jeito de burlar a segurança e se infiltrar em Nova Perfeição, pelo simples prazer  de observar os Perfeitos. Só que, em uma dessas escapadas, ela acaba conhecendo Shay (minha personagem preferida!), uma feia com quem ela se identifica logo de cara, por também ter esse espírito aventureiro. Porém, ao contrário de Tally, Shay não quer fazer a cirurgia! E, mais do que isso, ela pretende fugir da cidade para sempre, para viver com os Enfumaçados, um grupo de Feios que vivem na natureza e são contra o sistema. É então que Tally começa a descobrir que tem algo de muito podre por trás da sociedade "perfeita" e das cirurgias. A partir daí, a história pega fogo até o último livro (não que já não tivesse tido muita ação antes, os capítulos em que Tally e Shay ainda vivem nos dormitórios são uns de meus preferidos), que é o motivo pelo qual eu amo o Scott Westerfeld. Mas agora vou pular direto para o último livro, Extras, para evitar spoilers!

 Bom, Extras é, como o próprio nome diz, uma espécie de "livro extra". A história se passa no mesmo universo de Feios, Perfeitos e Especiais, porém com outra protagonista. Em Especiais, as ações de Tally e seus amigos mudaram para sempre a sociedade, e é nesse mundo novo que vive Aya. Assim como Tally em Feios, Aya é uma adolescente Feia de 15 anos. Só que, dessa vez, o que impera não é mais a beleza, mas a popularidade de cada cidadão. Na época da ditadura da perfeição, todos os Perfeitos moravam em mansões e tinham tudo o que queriam, bastando pedir para o buraco na parede. Já no mundo de Aya, os privilégios das pessoas dependem da quantidade de méritos e reputação que elas possuem. Pessoas anônimas, como Aya, são chamadas de Extras, ou seja, figurantes. Por um lado, o funcionamento da cidade de Aya estimula a criatividade e a inteligência da população, afinal, para ser reconhecido, é preciso se destacar de alguma forma, criando ou divulgando coisas interessantes. Por outro lado, algumas pessoas passaram a apelar para a fama fácil, se perdendo em divulgar futilidades e na difamação alheia (parece familiar?). 

Assim como a Tally no primeiro livro, Aya é uma adolescente entediada que sonha com a vida que não tem. Só que a diferença é que ela precisa conquistar esta vida com seus próprios esforços. Em Extras, cada pessoa tem seu próprio canal na interface da cidade, onde posta o que quiser, como em um vlog. Algumas, como Nana Love, a segunda pessoa mais famosa da cidade, falam sobre ex-namorados e sobre qual chapéu deve usar na próxima festa. Outras, como Aya, são divulgadoras, ou seja, procuram novidades para dividir com a população. Apesar de montar matérias interessantes, poucos se importam com o que Aya tem a dizer, preferindo canais fúteis ou sensasionalistas. Porém, tudo muda quando ela descobre um grupo de garotas que se auto-denominam Ardilosas. As Ardilosas amam fazer coisas que colocam sua vida em risco, como surfar em trens ultra rápidos. Ao contrário do que possa parecer, elas não fazem isso para chamar atenção, mas mantém tudo em segredo e trocam de identidade de tempos em tempos para alcançar um anonimato cada vez maior! E, por isso mesmo, odeiam divulgadores. Aya, por sua vez, vê nelas a oportunidade perfeita para alcançar a almejada fama e se infiltra no grupo para poder fazer a maior matéria de seu canal. Só que, como era de se esperar, Aya acaba se envolvendo mais do que deveria e descobre o maior furo de reportagem do século! Isto, é claro, a coloca em sérios riscos e só uma pessoa é capaz de ajuda-la: Tally Youngblood (a pessoa mais famosa do mundo e protagonista dos livros anteriores). E, no final, descobrimos qual é o verdadeiro motivo do livro se chamar Extras. 

 Alguns fatores fizeram com que Extras fosse o meu livro preferido de toda a série: 

1. A cidade de Aya é um tipo de sucessora de Tokyo (diferentemente da história de Tally, que acontece toda no Ocidente). A cultura japonesa impera no livro e isso não atrapalha em nada na estruturação do universo criado pelo Scott Westerfeld, muito pelo contrário! (Aliás, descobri recentemente que o Scott é um fã declarado de mangás, quem diria?). 

2. As personagens. Eu amo todas as personagens novas! Muito mais do que as da trilogia de Tally, em que eu só amava a Shay (que é odiada por muitos, mas na minha opinião é a verdadeira heroína dos livros) e adorava quando o Andrew Simpsom Smith aparecia. Em Extras, adoro Aya, Hiro (irmão dela, que é um divulgador famoso), Ren (melhor amigo de Hiro), Frizz (um Perfeito com olhos de mangá que fez uma cirurgia no cérebro que o impossibilita de mentir!), todas as Ardilosas e até mesmo o Udzir (vocês só descobrirão quem é lendo, hihi). Meu preferido é o Frizz e fiquei com vontade de saber mais sobre a história dele (isso, aliás, é outra característica do autor, a presença de personagens profundos e complexos).

3. Apesar de ser uma distopia e uma ficção científica, é uma analogia perfeita à nossa sociedade! A trilogia Feios já retratava muito bem a mentalidade da nossa população em relação à importância exagerada dada à beleza e Extras faz um retrato ainda mais fiel, só que em relação à busca cega pelo reconhecimento e à dependência da internet e redes sociais. O mais assustador é que Extras foi publicado em 2007 e, alguns conceitos do livro que poderiam ser considerados um tanto abstratos naquela época, hoje podem ser visualizados na vida real! Como blogueira amadora, me vi em Aya muitas vezes e, em alguns momentos, podia jurar que o Scott (sente a intimidade) se inspirou em determinadas celebridades internéticas brasileiras para criar certos personagens. 

4. Apesar de terem muito em comum, a personalidade e ponto de vista de Aya são completamente diferentes dos de Tally, o que expande nossa visão da história.

5. MOGGLE! Também só descobrirão o que/quem é lendo!

Estou com aquela sensação de que ainda falta citar muita coisa que eu amo nessa série e nesse livro e na escrita do Scott Westerfeld, mas isso só enfatiza o quanto vocês precisam ler essa série. De verdade. 

 Ah! E, para finalizar, uma última coisa sobre a série que eu acabei de descobrir! O Scott Westerfeld fez mais uma continuação para a série, só que em forma de graphic novel (vulgo mangá)! E sabe o que é o melhor?? A obra se chama "Shay's Story"!!! É a história da Shay, a melhor amiga de Tally que se passou por vilã em grande parte do livro e é minha personagem preferida! O Scott concorda comigo e também acha que a Shay é a maior injustiçada da história e, por isso mesmo, resolveu contar tudo pelo ponto de vista dela. Tem como não amar esse cara? Olha aqui, olha aqui!
Para ter uma ideia de como é:




 Parece que já foi publicado no Brasil pela Galera Record! Já pode surtar?

Espero que tenham gostado do primeiro Li em 2013! No próximo, irei falar sobre o meu livro preferido! Tchau!




quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Projetos para 2013!

Foto: WeHeartIt / nyanyalea.tumblr.com


Aproveitando que acabamos de concluir a primeira semana do ano, resolvi fazer alguns novos projetos e metas para 2013! Como sempre, vou registrar tudo aqui no blog para ver se tomo vergonha na cara e cumpro todos, humpf. Neste ano, meu foco é combater dois grandes problemas: indisciplina e insegurança. Vamos lá!

1) Projeto "Li em 2013". A minha atividade preferida, sem a menor sombra de dúvidas, é ler. Livros são as coisas de que mais gosto no mundo, seguidos pelos animais e depois pelas pessoas (o que é estranho, porque animais não escrevem livros... ainda). Leio, em média, um livro por semana quando tenho bastante tempo livre e um ou dois livros por mês quando tenho menos tempo. Queria ter tido a ideia de fazer este projeto em 2012, pois foi quando li alguns de meus livros preferidos. Como nunca é tarde para começar, vou passar a registrar, em forma de post, todos os livros que lerei neste ano! Não sei se posso chamar de resenha, mas deixarei minhas principais impressões sobre eles (digo isto porque tendo a divagar muito e começar a relacionar o que li com a minha vida e brisar aloucamente, então fica o aviso, hihi). Ah, sim, criarei uma tag nova no blog para isto e a meta é postar uma vez por semana ou uma vez por mês.

2) Projeto "Explodindo a Cozinha". Talvez o nome que escolhi para este projeto não seja dos mais otimistas, mas não é segredo para ninguém que sou a pior cozinheira da face do Universo, então acho que está de acordo com a realidade. Vou explicar. A meta é fazer uma nova receita por semana, registrar de alguma forma e fazer um post para o blog com essa tag toda semana! Resolvi aprimorar meus dotes culinários inexistentes porque 1. admiro muito pessoas que cozinham bem e 2. vai fazer 4 anos que pseudo-moro sozinha e já chega de comida instantânea, né? Este lindo blog, chamado Hoje Tem Visita também me inspirou demais!

3) Seguir uma tabela de horários. Com este tópico, pretendo organizar melhor o meu tempo para aproveita-lo melhor e não terminar o dia frustrada por não ter conseguido fazer isso ou aquilo. Vou elaborar uma tabela onde vou determinar em que dia da semana e em que horário farei determinada coisa. Por exemplo, das 7 às 18 horas sei que estarei em aulas. Das 18 em diante, determinarei quanto tempo terei para revisar a matéria, ler, escrever, postar no blog, etc. Também determinarei coisas específicas que farei em cada dia da semana. Por exemplo, domingo é dia de planejar a semana, segunda-feira é dia de fazer compras, quinta-feira  é dia de "Explodindo a Cozinha" (espero que isso não aconteça de verdade, digo, explodir a cozinha, pois atrapalharia o resto da rotina), etc. Quando meus horários de aulas da faculdade saírem, organizarei isto melhor!

 Bom, é isso. Tenho bastante certeza de que, se houver alguém que me conhece lendo este post, está pensando "Quem ela está querendo enganar?". Pois pode me questionar mentalmente o quanto quiser porque para essa pergunta eu tenho a resposta! Se eu conseguir me enganar bem enganada, quem sabe eu não acredito e viro uma pessoa organizada? Brinquei. Ou não. Enfim, me desejem boa sorte ou riam das minhas tentativas! Tchau!